terça-feira, fevereiro 14, 2006

É no balanço do vai e vem

Ah! Vamos esquecer de toda aquela pressão que o mundo faz sobre a nossa cabeça! Vamos sentar no bar, tomar algumas cervejas geladas e tratar de assuntos idiotas e imprescindíveis do mundo. Vamos gastar nossos neurônios em blá-blá-blás desnecessários, mas que tapeiam nossa angústia por alguns momentos. E então nós iremos rir, e você dirá que a parte que mais gosta em mim é o meu lado esquerdo e eu te direi que, não, eu odeio meu lado esquerdo. E a gente vai rir de novo, e eu vou falar que adoro suas sobrancelhas, você vai me perguntar porquê e eu vou dizer que é porque elas são ousadas. Daí você não entende nada, me chama de maluca e a gente continua rindo e tomando cerveja. E como os fins de noite são sugestivos, o caminho da sua casa é o mais curto e lá a gente abre a porta para os sentimentos mais naturais do ser humano, aproveitando toda nossa desinibição. Vamos gastar nossos hormônios em atividades prazerosas e que tapeiam nossa angústia por alguns momentos. Vamos cansar os corpos, dar espaço à sensibilidade e falar coisas sem sentido. E então a gente ri de novo, a gente dorme, a gente se abraça e você me diz que sou uma garota legal e eu te digo para esquecer todas aquelas baboseiras de antes e que assim está ótimo. Só nós dois. Daí, no dia seguinte eu sou eu e você é você, cada qual com sua manhã, cada qual com suas angústias, cada qual em seu caminho.

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