A morte chega mais rápido para aqueles que aguardam o telefone tocar.
Uma narradora vê mais do que as outras pessoas, não pode deixar passar um detalhe de nada, ou de tudo; e viver desta forma é insuportável.
O homem de sua vida perceberia que ela não era ninguém. Era um nada. Que não era fabulosa como vinha fingindo ser. Não escrevia bem, porra nenhuma. Não tinha cultura alguma. Não havia conseguido filtrar absolutamente qualquer nesga de sabedoria de todos os livros que lera.
Achava que, escrevendo, eu poderia não mais me decepcionar com as pessoas. Porque a decepção, a trvial decepção, tornou-se a vilã detonadora de todas as minhas intricadas reações patológicas.
As pessoas gostam de se identificar com a arte. Gostam de se ver numa canção, num poema, num quadro. É essa identificação que alivia a terrível condição humana de ser único.
... não bastará a multidão gritando seu nome diante da janela, se no fundo do peito vê-se ignorada.
... quase todo mundo é assim, só pensa em si mesmo. Os que pensam nos outros, criam.
Sapos, como a maioria dos répteis e razoável parte das pessoas, são gelatinosos, escorregadios; previsíveis em suas estratégias de pulinhos desordenados.
Não haverá, nunca, algo que consiga ser maior que a liberdade.
Um homem que me tem amor jamais está ocupado demais para falar-me oi.